[postlink]https://aartedosom.blogspot.com/2011/05/httpwww_31.html[/postlink]http://www.youtube.com/watch?v=wl0XLHy7kesendofvid
[starttext] Esta Terça do Rato, é dedicada ao meu amigo Vítor Pereira, companheiro de muitas conversas.
Aqui há dias, perguntou-me ele, onde é que eu vou buscar música assim?
Pois bem, sugeri-lhe em resposta, alguns sites da internet, onde se pode ouvir e/ou ler sobre as bandas alternativas e a musica independente.
Mas aquela pergunta ficou-me a rondar o cérebro, e levou-me a perguntar de facto a mim mesmo - Onde é que eu vou buscar música assim? -.
Cheguei à conclusão, que não sou eu que "vou" buscar a música, mas sim a música que "me vem buscar a mim".
Ao que parece, e numa reflexão mais profunda, esse fenómeno terá começado em criança, quando senti a emoção das dissonâncias clássicas de Wagner, ou piano de Rachmaninov. Aquelas notas, vieram ter comigo, e tocaram-me, despertando em mim um sentido de estética musical.
Por este efeito, a música assumiu para mim, um sentido que vai além do "Gosto/Não Gosto" tão comum.
Acima de tudo, comecei a apreciar o que está para além do que se ouve, quando se ouve música sem verdadeiramente a escutar.
Digamos que no fundo, a música que me dá mais prazer, acaba por ser a música tipo "Tónica Schweppes", aquela de que se aprende a gostar, porque exige esse trabalho de "escutar" e de procurar no interior do cérebro, o que é que em cada uma tem ou não, significado para mim!
Deixo-vos com os CHK CHK CHK em "Must be the moon". Depois, os Woodentops, banda cujo nome presta homenagem a uma série de televisão norte americana da década de 50, em que os personagens principais eram uma família de marionetas de madeira.
De seguida, outra das minhas eleições para a vida, Dream Time dos Stranglers. Confesso que procurava colocar aqui o Vídeo original, mas este faz um melhor trabalho no que toca a ilustrar de forma abstracta, aquilo que dizia há pouco sobre a estética musical, e o valor das dissonâncias e das quebras de ritmo, e de tudo aquilo que ajuda a compor, ou a de(s)compor, uma música!
E para finalizar, um tema que me deixa sempre apreensivo... muito embora o conteúdo sonoro disfarce o verdadeiro sentido do tema... BLIND, dos Talking Heads.
inserido por: O Rato Que Ruge[endtext]